Presença no Google

Quanto custa contratar alguém para cuidar do Google Meu Negócio

Neste artigo

O perfil é gratuito, o serviço não. As faixas praticadas no mercado, o que muda entre criar e cuidar, e o que costuma ficar de fora do orçamento.

6 min de leitura

O Google Meu Negócio é pago?

Não. Criar o perfil, aparecer no mapa, receber avaliação, publicar foto e responder cliente é tudo gratuito, e vai continuar sendo. O Google ganha dinheiro com anúncio, e o perfil existe porque ele precisa de informação boa sobre negócios locais para o mapa funcionar.

Então de onde vem a conta? De duas coisas diferentes que costumam ser vendidas com o mesmo nome. Uma é alguém fazer por você o que você faria de graça se tivesse tempo e soubesse como. A outra é anúncio, que aí sim é pago e é outro produto.

Vale saber disso antes de pedir orçamento, porque muita proposta mistura os dois de propósito. Você acha que está pagando pela gestão do perfil e metade do valor é verba de anúncio.

Quanto custa um serviço de Google Meu Negócio

As faixas praticadas no mercado brasileiro se dividem em três, e a diferença entre elas não é o capricho: é o que está sendo entregue.

Faixa O que costuma incluir Para quem serve
Serviço avulso, cobrado uma vez Criação ou reivindicação do perfil, dados básicos preenchidos, algumas fotos Quem ainda não existe no mapa e só precisa passar a existir
Mensalidade de entrada O acima, mais publicações periódicas e alguma resposta de avaliação Quem já tem perfil e quer movimento sem acompanhamento de posição
Mensalidade com acompanhamento Medição de posição, comparação com concorrente, ajuste de categoria e serviço, relatório do período Quem disputa cliente com outros negócios na mesma região

A diferença de preço entre a primeira e a terceira faixa é grande, e ela se explica pelo trabalho recorrente. Preencher um perfil é uma tarde. Manter posição contra concorrente que também está trabalhando é toda semana.

Não vou colocar valores fechados aqui porque eles variam demais por região e por porte. Um mercado de bairro numa cidade de vinte mil habitantes e uma clínica numa capital disputam realidades diferentes, e quem promete tabela única para os dois está chutando um dos dois.

O que muda entre criar o perfil e cuidar dele

Essa é a confusão que mais custa dinheiro. Criar é um evento. Cuidar é uma rotina.

Quando alguém te cobra uma vez e entrega o perfil pronto, você recebeu um bom começo. O que acontece depois é o seguinte: o concorrente pede avaliação e você não pede. Alguém sugere uma edição na sua ficha e o Google aceita sem te perguntar. A categoria que estava certa deixa de ser a melhor porque o Google mudou o peso dela. Seu horário de fim de ano fica errado por três semanas.

Sobre a categoria vale um parêntese, porque ela é o campo que mais mexe na posição e o que mais gente deixa no automático: eu escrevi um artigo só sobre como escolher a categoria certa.

Nenhuma dessas coisas dá erro na sua tela. Você simplesmente vai aparecendo menos, e descobre quando alguém comenta que não te achou.

Perfil bem montado e abandonado perde posição em poucos meses. Não porque algo quebrou, mas porque a lista é comparativa: se todo mundo à sua volta melhora e você fica parado, você desce.

O que costuma estar de fora do orçamento

Antes de comparar propostas, confira se cada uma cobre estes pontos. É aqui que dois orçamentos com valores parecidos entregam coisas muito diferentes.

  • Categoria principal e secundárias, revisadas e não apenas preenchidas
  • Serviços e produtos cadastrados um a um, com descrição própria
  • Fotos suas, do seu lugar e do seu trabalho, no lugar de banco de imagem
  • Perguntas e respostas cadastradas na ficha
  • Resposta às avaliações, inclusive às ruins
  • Alguma forma de medir posição, e não só de dizer que melhorou
  • Um relatório que você consiga ler sem aprender sigla

O último item parece detalhe e é o que mais separa serviço bom de serviço caro. Se ninguém te mostra onde você estava e onde está, você está pagando por uma sensação.

Vale a pena pagar alguém para fazer isso?

Depende de duas respostas honestas.

Seu cliente te procura por região? Se as pessoas digitam o tipo de serviço mais a cidade, ou procuram no celular já perto de você, o mapa é onde a decisão acontece e o investimento se paga. Padaria, clínica, mecânica, mercado, escritório de bairro estão nesse grupo.

Se o seu cliente te procura pelo nome, ou chega por indicação e redes sociais, o perfil ainda importa para passar confiança, mas não vai ser ele que enche sua agenda. Nesse caso, montar bem uma vez pode bastar.

Você tem concorrente ativo no mesmo mapa? Numa cidade onde três clínicas do mesmo tipo disputam as mesmas buscas, quem cuida ganha posição de quem não cuida. Numa região onde você é o único, a disputa é menor e a urgência também.

Como avaliar quem está te oferecendo o serviço

Três perguntas resolvem quase toda dúvida, e nenhuma delas é sobre preço.

Como você vai medir? A resposta certa envolve mostrar posição em pontos diferentes da cidade, porque posição no mapa não é um número só. Você pode aparecer em primeiro na sua rua e não existir a dois quilômetros. Quem responde “a gente acompanha pelo Google” está dizendo que vai olhar a própria tela.

O acesso continua sendo meu? Precisa ser sim. Você dá acesso de gerente, e a propriedade do perfil continua com você. Fornecedor que cria o perfil na conta dele está segurando um ativo seu.

O que eu recebo todo mês? Se a resposta for “a gente cuida”, peça para ver um relatório de outro cliente, com os dados cobertos. Quem tem, mostra.

O que eu diria se você me perguntasse pessoalmente

Se você nunca teve perfil, comece você mesmo. É gratuito, o cadastro leva menos de uma hora, e nas primeiras semanas o que faz diferença é ter as informações certas no lugar certo. Não precisa de ninguém para isso.

Contratar passa a fazer sentido no dia em que você percebe concorrente aparecendo na sua frente e não tem uma tarde por semana sobrando para cuidar disso. O que você contrata aí é rotina e leitura de dado, com o cadastro já resolvido.

Se quiser ver como eu trabalho esse serviço, a página do serviço tem a lista do que entra na implantação e do que acontece todo mês.

E se você já pagou por isso antes e achou que não deu em nada, provavelmente faltou a parte de medir. Sem o retrato de antes, qualquer resultado vira discussão de opinião, e nessa discussão quem paga sempre perde.

Perguntas frequentes

O Google Meu Negócio é pago?
Não. Criar o perfil, aparecer no mapa, receber avaliação e publicar foto é gratuito. O que se paga é o serviço de alguém fazer e manter isso por você, ou anúncio, que é outro produto.
Quanto custa um serviço de Google Meu Negócio?
Varia por região e por porte. Existe desde serviço avulso cobrado uma vez, que cria o perfil e preenche os dados, até mensalidade com medição de posição e relatório. A maior parte da diferença de preço está no trabalho recorrente, não no cadastro.
Precisa de CNPJ para ter perfil no Google?
Não é obrigatório. Autônomo e profissional liberal podem cadastrar. O Google pede comprovação de que o negócio existe e atende naquele lugar, e a verificação pode vir por vídeo, telefone ou cartão.
Vale a pena pagar alguém para cuidar disso?
Faz sentido quando seu cliente te procura por região e existe concorrente ativo no mesmo mapa. Se as pessoas chegam pelo seu nome ou por indicação, montar bem uma vez costuma bastar.
Posso perder o acesso ao meu perfil se contratar alguém?
Não deve acontecer. Você dá acesso de gerente e continua sendo o proprietário. Fornecedor que cria o perfil dentro da conta dele está segurando um ativo seu.
Próximo passo

Análise da presença digital

Me manda os seus links. Eu olho a sua presença atual e te digo por onde começar.