Quanto custa um site para médico: as faixas reais e o custo que ninguém soma
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As faixas praticadas no mercado, o que muda de uma para outra, e a conta de manutenção que quase nenhum orçamento mostra antes da assinatura.
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Resposta curta: no Brasil, hoje, um site para médico costuma cair em três faixas. Modelo pronto com personalização mínima na casa das centenas de reais. Site sob medida, com estrutura pensada para captar paciente, na casa dos milhares. E projetos com várias páginas de serviço, integração de agenda ou ferramenta própria, acima disso. O que separa uma faixa da outra não é o visual. É quanto trabalho de estratégia, texto e estrutura existe antes do desenho.
E tem uma segunda conta que quase nenhum orçamento mostra: o custo mensal. Domínio, hospedagem, manutenção e backup continuam existindo depois da entrega, todo mês, pelo tempo que o site ficar no ar.
Vou abrir as duas contas. Não vou cotar meu trabalho aqui, porque orçamento sério depende do que o projeto pede. O que dá para fazer, e é mais útil, é te mostrar o que você está comprando em cada faixa, para você avaliar qualquer proposta que receber, minha ou de quem for.
Nota sobre os valores citados. As faixas abaixo refletem o que se anuncia publicamente no mercado brasileiro no momento em que este texto foi escrito.
Preço de serviço varia por região, por complexidade e por profissional.
Use como régua de comparação, não como tabela.
Quanto cobram para fazer um site profissional
Faixa 1: modelo pronto, entre algumas centenas de reais
É o que aparece anunciado como “site em 72 horas” ou “site profissional por R$ 499”. Existe e tem o seu lugar. O que você compra:
- um layout pronto, o mesmo que outros clientes daquele fornecedor usam
- suas fotos, seu nome, suas cores dentro dele
- o texto normalmente escrito por você, ou um texto genérico adaptado
- publicação rápida
O que você não compra: pesquisa sobre quem é seu paciente, texto escrito para convencer alguém a marcar consulta, estrutura pensada para aparecer na busca, ou alguém disponível depois para ajustar.
Quando essa faixa é a escolha certa: você está começando, precisa existir digitalmente, e o site vai funcionar como cartão de visita para quem já chegou por indicação. Nesse cenário, gastar mais seria adiantar dinheiro para um problema que você ainda não tem.
Quando ela vira desperdício: quando você esperava que o site trouxesse paciente novo. Modelo pronto não traz, porque não foi construído para isso. Aí você paga barato duas vezes, já que em algum momento vai refazer.
Faixa 2: sob medida, na casa dos milhares
Aqui a diferença começa antes do desenho. O que costuma estar incluído:
- definição de quem é o paciente que você quer atrair, e do que ele precisa ler para confiar
- texto escrito para a decisão daquele paciente, não descrição genérica de especialidade
- estrutura de página pensada na ordem em que a dúvida aparece
- tratamento das suas fotos, ou orientação para produzi-las
- conformidade com o que o Conselho exige, o que num site médico não é detalhe
- rastreamento instalado, para você saber de onde vem quem chega
- responsividade testada de verdade, não só “funciona no celular”
É onde a maioria das clínicas que vive de paciente particular deveria estar. O motivo é simples: quem paga do próprio bolso pesquisa antes, compara, e decide com base no que consegue entender do seu trabalho.
Faixa 3: acima disso, quando o projeto cresce
Sobe quando entram coisas como uma página separada para cada procedimento, integração com sistema de agendamento, área para paciente, cálculo ou ferramenta própria, versão em outro idioma, ou identidade visual criada do zero junto com o site.
Não é upgrade de luxo. É outro escopo. Uma clínica com quatro procedimentos que atendem públicos diferentes precisa de quatro páginas, e cada uma dá o mesmo trabalho de uma página sozinha.
O que realmente muda de uma faixa para a outra
| Modelo pronto | Sob medida | Projeto ampliado | |
|---|---|---|---|
| Quem escreve o texto | você, ou texto genérico | quem faz o site, com pesquisa | idem, por procedimento |
| Estudo de público | não tem | sim, antes do desenho | sim, um por público |
| Estrutura para busca | genérica | pensada para o serviço principal | uma porta de entrada por serviço |
| Conformidade com o Conselho | por sua conta | incluída | incluída |
| Rastreamento | raramente | sim | sim, com metas |
| Ajustes depois | limitados ou pagos | previstos em contrato | previstos em contrato |
| Prazo típico | dias | semanas | semanas a meses |
A linha que mais pesa é a primeira. Texto é a maior parte do trabalho de um site que capta paciente, e é o primeiro item cortado quando o preço precisa caber. Quando alguém te entrega um site bonito e pede que você mande o conteúdo, o que sobrou para você fazer é justamente a parte difícil.
Qual é o custo mensal de um site
Essa é a conta que some dos orçamentos. Um site tem despesa recorrente, e ela continua depois que o projeto acaba:
Domínio. Renovação anual do endereço. É a menor das despesas e a mais perigosa, porque vence uma vez por ano e o aviso chega por e-mail que ninguém lê.
Hospedagem. Mensal ou anual, onde o site fica. Varia bastante conforme o tipo de serviço contratado.
Manutenção. Se o site roda em WordPress, ele tem atualizações de sistema, de tema e de plugins. Site parado dois anos sem atualização é o alvo mais fácil que existe para invasão automatizada.
Backup. Cópia guardada em outro lugar, para o caso de alguma coisa quebrar. Costuma custar pouco e é o que salva o projeto no pior dia.
Nada disso é opcional. É a condição para o site continuar existindo. E vale um aviso que aprendi olhando meu próprio acervo: fui atrás dos projetos que entreguei nos últimos anos e encontrei quatro sites que simplesmente não existem mais. O domínio nem responde. Ninguém apagou. Alguém deixou de renovar, e um dia aquilo saiu do ar sem que nenhuma pessoa percebesse na hora.
Se o seu orçamento não menciona quem cuida do site depois da entrega, pergunte. A resposta muda o custo real do projeto mais do que a diferença entre duas propostas.
O que faz o preço subir por um motivo legítimo
Nem todo aumento é margem. Estes são os fatores que encarecem de verdade:
Uma página por procedimento. Implante, aparelho invisível e odontopediatria falam com três pessoas diferentes: um senhor de sessenta anos, uma mulher de trinta e a mãe de uma criança. Uma página só tentando atender os três fica genérica para os três. Páginas separadas custam mais porque são projetos separados, e rendem mais porque cada uma vira uma porta própria na busca.
Conformidade. Publicidade médica tem regra sobre o que pode ser dito, o que precisa aparecer e o que não pode ser prometido. Escrever dentro da regra sem deixar o texto sem graça dá trabalho, e é trabalho especializado.
Fotografia. Foto de banco de imagem com sorriso perfeito e consultório que não é o seu derruba a confiança em vez de construir. Foto própria custa, e é um dos investimentos que mais muda resultado.
Prova social organizada. Depoimento real, avaliação com nome e data, foto do espaço. Coletar isso e organizar dá trabalho, e é o que o paciente mais lê antes de decidir.
Velocidade. Site pesado perde visita no celular antes de carregar. Otimizar imagem, fonte e código é invisível no resultado final e leva tempo.
Como criar um site para médicos: o que ele precisa ter
Se você for avaliar propostas, use esta lista para comparar o que está incluído em cada uma. É o mínimo que um site médico que capta paciente precisa carregar:
- Identificação profissional completa. Nome, registro no conselho e, quando houver, especialidade registrada. Isso constrói confiança e não deveria viver escondido no rodapé.
- Uma página por serviço principal, quando você vende mais de um procedimento.
- A dor antes da solução. A pessoa precisa se reconhecer no texto antes de você explicar o tratamento.
- Explicação do procedimento em português comum, incluindo o que acontece em cada etapa e quanto tempo leva.
- Prova social real, de preferência com nome e data.
- Fotos do espaço. Quem vai colocar o corpo em algum lugar quer ver o lugar.
- Perguntas frequentes, que é onde as objeções finais morrem.
- Um caminho de contato claro, repetido ao longo da página, e não só no rodapé.
- Endereço, mapa e horário.
- Rastreamento instalado desde o primeiro dia.
Se uma proposta não cobre a maior parte disso, você não está comparando preço. Está comparando escopos diferentes.
Como avaliar um orçamento sem entender de tecnologia
Cinco perguntas que separam proposta séria de proposta rasa:
- Quem escreve o texto? Se a resposta for “você nos envia”, some o seu tempo ao preço.
- O que acontece depois da entrega? Quem atualiza, quem faz backup, quem arruma se quebrar, e por quanto tempo isso está incluído.
- De quem é o domínio? Precisa estar no seu nome, com você tendo acesso. Domínio registrado no nome do fornecedor é o problema mais chato de resolver depois.
- Quantas rodadas de ajuste estão previstas? Proposta que não diz isso vira atrito na entrega.
- O prazo depende de quê? Prazo sério é contado a partir do pagamento e da entrega do seu material. Se você demora um mês para mandar as fotos, o projeto atrasa um mês, e isso precisa estar claro dos dois lados desde o começo.
O que eu diria se você me perguntasse pessoalmente
A pergunta “quanto custa” quase sempre esconde outra: vale a pena?
Vale quando você vive de paciente particular, seu procedimento principal tem ticket alto o suficiente para a pessoa pesquisar antes, e existe gente digitando no Google exatamente o que você faz. Nesse cenário, uma página bem construída se paga com poucos pacientes e continua trabalhando por anos.
Não vale quando sua agenda já está cheia por convênio ou indicação, quando você ainda está definindo em que quer atuar, ou quando não há ninguém para cuidar do site depois. Nesses casos, é melhor cuidar da ficha do Google, que é gratuita, e voltar a essa conversa quando o cenário mudar.
Orçamento honesto depende de saber qual desses casos é o seu. É por isso que não existe tabela.
Perguntas frequentes
- Quanto cobram para fazer um site profissional?
- As faixas praticadas vão de algumas centenas de reais, em modelos prontos com personalização mínima, até vários milhares em projetos sob medida com pesquisa de público, texto próprio e estrutura pensada para a busca. A diferença está em quanto trabalho existe antes do desenho, principalmente na parte de texto e estratégia.
- Qual é o custo mensal de um site?
- Domínio (renovação anual), hospedagem (mensal ou anual), manutenção do sistema e backup. São despesas pequenas separadamente e obrigatórias em conjunto. Site sem manutenção sai do ar ou fica vulnerável, e isso acontece com mais frequência do que se imagina.
- Como criar um site para médicos?
- Antes do site, defina qual serviço puxa seu faturamento e quem é o paciente que você quer atrair. Depois disso, o site precisa ter identificação profissional completa, explicação do procedimento em linguagem comum, prova social real, fotos do espaço, perguntas frequentes e caminho de contato claro. Sem a primeira parte, a segunda vira decoração.
- Site pronto de R$ 499 funciona?
- Funciona para o que ele se propõe: existir, ser encontrado por quem já sabe seu nome e passar profissionalismo básico. Não funciona para atrair paciente que ainda não te conhece, porque não tem texto de convencimento nem estrutura para a busca. Se essa é a expectativa, o barato sai caro.
- Quanto tempo demora para ficar pronto?
- Modelo pronto sai em dias. Projeto sob medida costuma levar semanas, contadas a partir do pagamento e da entrega do seu material. A parte que mais atrasa projeto de site raramente é o desenvolvimento. É o cliente demorar para mandar fotos, textos e informações que só ele tem.