Entrevista de trabalho
Uma conversa longa sobre o que você faz, como decide, o que recusa e quem são os clientes que valem a pena.
Deixar claro o que você faz, para quem, e por que procuram você e não outro.
Quem já trabalha com você sabe o seu valor. O problema é quem ainda não trabalhou. Essa pessoa vê o seu perfil, o seu site, o que aparece no seu nome, e monta uma ideia a partir de fragmentos.
Quando esses fragmentos não contam a mesma história, ela conclui a coisa mais segura: que você faz um pouco de tudo. E quem faz um pouco de tudo é comparado por preço.
É a decisão de qual lugar você quer ocupar na cabeça de quem contrata, e o trabalho de fazer tudo o que é público apontar para esse lugar.
Não é slogan, nem logo nova, nem frase de efeito na bio. É uma escolha sobre o que você faz, para quem, e o que você deixa de fora, seguida da tradução dessa escolha em cada página, perfil e texto que fala por você.
Uma conversa longa sobre o que você faz, como decide, o que recusa e quem são os clientes que valem a pena.
Leitura do site, perfis, textos e do que aparece hoje quando alguém procura o seu nome.
O que os outros dizem no seu mercado, para achar o espaço que ninguém está ocupando.
O que você faz, para quem, e o que fica de fora, escrito de um jeito que você usaria numa conversa.
As frases que sustentam esse lugar, prontas para entrar em site, perfil e proposta.
Onde cada peça da mensagem entra: home, bio, perfis, apresentação, assinatura.
A conversa longa, mais o levantamento do que já existe e do que os concorrentes dizem.
A proposta do lugar a ocupar, com os motivos, o que ela exclui e o que muda na prática.
As frases principais escritas e o mapa de onde cada uma entra, canal por canal.
É um trabalho de conversa. O prazo depende mais da sua agenda do que da minha.
Posicionamento é a primeira camada de qualquer uma das três frentes:
O diagnóstico começa aqui: sem saber o lugar, não dá para dizer o que está errado.
A estrutura do site inteiro sai da definição feita nesta etapa.
Cada conteúdo publicado reforça o mesmo lugar, em vez de puxar para lados diferentes.
Quem contrata um serviço que não domina tecnicamente decide por outros sinais, e o mais forte deles é a impressão de especialidade. Um profissional que resolve um problema específico parece mais capaz naquele problema do que alguém que resolve dez, mesmo que os dois tenham a mesma competência.
Isso não é injustiça de mercado, é economia de risco. Quem contrata está tentando errar menos, e a especialidade reduz a chance de erro percebida. O generalista precisa provar em cada conversa o que o especialista já provou antes de abrir a boca.
A consequência prática é de preço. O generalista entra na comparação, porque parece intercambiável. O especialista entra na conversa sobre o problema, e o preço vira consequência do valor de resolver aquilo.
A tentação é tratar posicionamento como texto: escrever uma frase melhor na bio e considerar resolvido. Só que a pessoa que decide sobre você não lê a sua descrição de si mesmo com muita fé. Ela lê o conjunto: o que você mostra, o que você publica, quem fala de você, o que aparece quando ela procura o seu nome.
Posicionamento é o que sobra na cabeça dela depois de ver tudo isso. Se o site diz uma coisa, o perfil mostra outra e o portfólio uma terceira, o que sobra é confusão, por melhor que seja a frase da bio.
É por isso que o trabalho começa por uma decisão e não por uma redação. A frase é a última etapa, e ela só funciona quando tem o que a sustente atrás.
Me manda os seus links. Eu olho a sua presença atual e te digo por onde começar.